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Qual o futuro dos Desfiles de Moda?

Atualizado: 15 de set. de 2020


Foto de Genaro Servín no Pexels

Você já parou para pensar em quantas temporadas de moda acontecem ao longo de um único ano? Sabemos que as que ficam com maior destaque são as temporadas de outono/inverno e primavera/verão e que geralmente temos os desfiles das coleções femininas separadas da masculina, apesar de diversas marcas já estarem incorporando as duas coleções em uma única apresentação. Além das principais, ainda contamos com as coleções Resorts/Cruise e Pre-Falls que algumas marcas lançam.

Em um mundo que a cada dia caminha mais para o consumo sustentável, apesar da retórica contrária de vários governantes, cabe nos questionarmos se todas essas coleções ainda fazem sentido ao longo de um único ano, ao ponto que vemos no decorrer da história o guarda-roupas masculino e feminino se aproximando um do outro, mesclando peças e utilizações, propondo assim uma moda sem gênero.

Fato é que com o surgimento do novo Corona vírus, as marcas começaram a questionar a necessidade de repensar o ritmo com que os desfiles ocorrem. Diversas marcas renunciaram a vários desfiles anuais e o que deu o ponta pé inicial foi o italiano Giorgio Armani, mostrando que prefere um maior distanciamento de tempo e uma menor quantidade de números de suas coleções. Alessandro Michele seguiu pelo mesmo caminho, fazendo referência a apenas duas temporadas anuais. Seguindo na contramão, temos marca como a Chanel que não renunciou ao seu estrondoso número de 6 desfiles anuais, o que de fato nos faz pensar que apesar de ser um grife fantástica, parece que nada está fazendo para agregar a um novo momento ou a um futuro diferente que está surgindo.

Responder à pergunta qual o futuro dos desfiles pode por vezes parecer complicada em um contexto onde já vimos analistas apostando no uso de robôs nas passarelas no lugar de modelos. Mas quando olhamos o comportamento do consumidor como um todo e as mudanças que ocorreram nesse comportamento durante a pandemia nos faz ter uma ideia de que o consumidor contemporâneo está se informando mais e buscando alternativas mais sustentáveis, que já não é mais tão ligado a uma tendência passageira mas sim a algo que torna-se atemporal, que se perpetua através dos anos.

Certamente os desfiles continuarão, porque eles constroem a retórica do sonho, do desejo, mas ao mesmo tempo para que essa retórica continue funcionando será necessário diminuir o ritmo e as marcas que apostarem nessa diminuição a partir de agora estarão um passo a frende das demais no futuro.

A nós cabe a análise de quanto tempo despendemos para tentar acompanhar aos mais diversos lançamentos anuais, quando poderíamos estar prestando atenção em estilistas menores, que lançam até duas coleções anuais e que tem um imenso repertório criativo e que poderiam se destacar no mercado se vistos pelos meios de comunicação de moda.


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